HISTÓRIA DA ESCOLA DE SAMBA
MOCIDADE ALEGRE
A Mocidade Alegre começou a existir na década de 50, em um bloco de homens que desfilavam pelas ruas de São Paulo vestidos de mulher. Juarez da Cruz estava à frente do bloco - formado por seus irmãos e amigos. Mulheres eram proibidas de participar. Em 1958, em homenagem a uma campanha da prefeitura, de recuperação dos bondes e ônibus da cidade, o bloco saiu com o nome de Bloco das Primeiras Mariposas Recuperadas do Bom Retiro. Em 1963, inspirados por um comentário do jornalista Evaristo de Carvalho, que os chamou de "um bloco muito alegre", os rapazes decidiram batizar oficialmente o grupo como Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre. Foi em 63, também, que as esposas dos integrantes começaram a desfilar com eles no Mocidade Alegre. Os homens já não se fantasiavam de mulher, mas os componentes do bloco saíam às ruas vestidos de palhaços.
Em 1967, o bloco passou a ser Grêmio Recreativo Mocidade Alegre. O primeiro presidente foi aquele rapaz que se fantasiava de mulher no bloco carnavalesco, Juarez da Cruz. Em 69, o Grêmio virou Escola de Samba e transferiu-se do Bom Retiro para o Bairro do Limão, onde está até hoje.
A Mocidade foi tricampeã em 71, 72 e 73. Em 1980 foi campeã de novo. Depois desses títulos, passou 23 anos sem vencer o carnaval. Em 2004, com o enredo que falava da saga da imigração em São Paulo, conquistou pela quinta vez o primeiro lugar.
Curiosidade: em 1968, o Rei Momo, que deveria abrir o desfile no carro dos bombeiros, chegou atrasado e pegou carona em um carro alegórico da Mocidade. Mas os 200 quilos do Rei quebraram o motor da alegoria, que faria funcionar uma cascata mantida a partir de um tanque de água. A escola foi a penúltima colocada naquele ano (5º lugar).
INFORMAÇÕES OBTIDAS NO SITE DA GLOBO.COM -CARNAVAL 2006
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