MUITO PRAZER, ISABEL DE BRAGANÇA E DRUMMOND ROSA E SILVA, MAS PODE ME CHAMAR DE VILA
Vou cantando...
Os meus encantos vou mostrar (bis)
Muito prazer, eu sou a musa, sou a fonte
Deixa meu feitiço te levar
Antes habitada pelos índios
E os jesuítas cultivaram a cana no meu chão
Era "Fazenda dos Macacos"
A preferida do Imperador desta nação
Também fui o dote de D.Pedro para duquesa
Com o progresso de Drumond
Ganhei cultura e requinte "à francesa"
"Peguei o bonde", "passei" no Boulevard
E a "Confiança" é doce recordar (bis)
"Os três apitos" cantados por Noel
Ainda ecoam pela Vila Isabel
Blocos, corsos, "lenhadores"...
Alegria dos meus carnavais
Embalei, os namorados
Na magia do amor formei casais
Em noites de festas, serestas, violões e "Os Tangarás"
Virei a predileta dos amantes e poetas
Gravados nas calçadas musicais
Desperta "Seu China"! Acorda "Noel"!
Pra ver a nossa escola desse branco azul do céu
E o "Zé Ferreira" (alô Martinho!)
Vem saudando a multidão
Pode me chamar de Vila
Que orgulho é o meu "Brazão"!
Quem põe não tira
Nesta ceia popular (bis)
Sou do morro à nobreza
E de quem quiser amar
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COMENTÁRIO CRÍTICO:
ESTE SAMBA, MERECIDAMENTE ESTANDARTE DE OURO DO ANO, É UMA DELICADA JÓIA DA VILA. LETRA BEM ARTICULADA, POEMA PARA UM ENREDO QUE HOMENAGEIA A CASA DA VILA, O PRÓPRIO BAIRRO DE VILA ISABEL, QUASE DESCENDO À PRÉ-HISTÓRIA DO BAIRRO, LEMBRANDO PERSONAGENS, CASAS COMERCIAIS, CARNAVAIS, TRADIÇÕES.
UMA IMPERDOÁVEL OMISSÃO QUE SE TENTA SALVAR NUM APÊNDICE (ALÔ, MARTINHO) COMO ESQUECER ESSE NOME, TÃO IMPORTANTE PARA A VILA COMO NATAL PARA A PORTELA E CARTOLA PARA A MANGUEIRA?
A MELODIA É PERFEITA, MAS NÃO EMPOLGOU. DE RESTO, FOI UM ANO POBRE DE SAMBAS.
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